O patrão controla as suas idas ao banheiro? Saiba o que fazer

Existem situações comuns a todos os seres humanos, independentemente de onde moram ou do emprego que têm. As necessidades fisiológicas, por exemplo, são algumas delas

Para grande parte dos trabalhadores, no entanto, nem essa condição natural é motivo de muito sofrimento e humilhação.

Isso porque diversas categorias de trabalhadores são obrigadas a pedir autorização para usarem o banheiro durante o expediente. Quando não há controle do número de idas, há o monitoramento de tempo que o empregado demora.

Em casos mais absurdos, os trabalhadores são expostos ou advertidos publicamente quanto ao uso do banheiro, o que gera grande constrangimento.

Não à toa, o número de processos trabalhistas sobre a questão no Tribunal Superior do Trabalho (TST) cresceu de 3 para 83 entre 2013 e 2015.

Apesar de não existir uma lei específica para proibir esse controle abusivo, o entendimento da Justiça é de que ele não deve acontecer.

Geralmente, os juízes e as cortes da Justiça do Trabalho entendem que necessidade de autorização para usar o banheiro e o controle do tempo são formas de atingir a honra, a intimidade e a dignidade do trabalhador.

Além de ser uma questão de humanidade, a ida regular ao banheiro é uma questão de saúde. O empregado que não faz suas necessidades de forma apropriada tem muito mais chances de desenvolver infecções urinárias e pedra no rim, por exemplo.

Para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, os patrões muitas vezes esquecem que eles não são donos dos trabalhadores e que precisam garantir dignidade para os empregados.

“O controle do uso do banheiro é inaceitável. O trabalhador que estiver sendo submetido a esse constrangimento deve entrar em contato com o sindicato e relatar seu caso. Nossa equipe vai achar a melhor maneira de colocar um fim nessa situação”, afirma.

Fonte: STIP