O que são doenças ocupacionais e como se proteger?

Você sabia que todo ano estresse e doenças relacionadas às extensivas jornadas de trabalho contribuem para a morte de 2,8 milhões de trabalhadores? Os dados são da Organização Internacional do Trabalho, de abril de 2019. Por isso, em um mercado competitivo que cada vez mais exige dos trabalhadores, as doenças ocupacionais estão se tornando cada vez mais comum.

 

O que são?

As doenças ocupacionais são todas aquelas relacionadas à atividade desempenhada pelo trabalhador ou às condições de trabalho às quais ele está submetido.

Elas estão divididas entre as doenças profissionais (tecnopatias), causadas por fatores relacionados à atividade laboral e as doenças do trabalho (mesopatias), causadas por alguma circunstância ou ocorrido durante o período laboral.

Normalmente, tais doenças são adquiridas quando um trabalhador é exposto acima do limite permitido por lei a agentes químicos, físicos, ergonômicos ou até biológicos sem a devida proteção ou prevenção.

Quais as principais?

As mais comuns são as LER/Dort (Lesões por Esforços Repetitivos ou Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho), responsáveis pela alteração de estruturas osteomusculares como tendões, articulações e nervos.

As LER/Dort englobam um catálogo de cerca de 30 doenças. Algumas delas são bastante conhecidas dos trabalhadores como tendinite (inflamação de tendão) e tenossinovite (inflamação da membrana que recobre os tendões).

“Na panificação a redução ou perda auditiva devido à exposição excessiva à ruídos, assim como as doenças pulmonares de origem ocupacional, como asma e asbestose são algumas das mais frequentes”, explica o presidente do STIP, Gilmar Servidoni.

Além dessas, as doenças de caráter psicossomático como depressão, a ansiedade e estresse pós-traumático, são algumas das que ficam em evidência atualmente – devido aos altos níveis de estresse e à demanda produtiva alta exigida dos profissionais em todos os setores.

Ter conhecimento sobre os diferentes tipos de doenças e as formas de desenvolvimento, seja devido a acontecimentos circunstanciais no trabalho ou à exposição excessiva e repetitiva é de suma importância.

O que fazer em caso de doença ocupacional?

Se o trabalhador estiver com uma doença ocupacional, à depender da gravidade da enfermidade, tem direito a pedir afastamento pelo INSS, através do auxílio-doença. Nesse caso, o trabalhador passa por uma perícia médica. É importante salientar que é necessário ter um tempo mínimo de 12 meses de contribuição previdenciária.

“Estar atento aos equipamentos de proteção individual ou coletiva [EPI e EPC] fornecidos pela empresa, bem como as orientações recebidas de acordo com o seu ramo de atuação, também são fatores preventivos. Caso a empresa não possua normas nem orientações de segurança do trabalho, isso deve ser trazido ao conhecimento do sindicato”, instrui o presidente do STIP, Gilmar Servidoni.

Fonte: STIP