Dia Internacional da Mulher: celebração e luta

O Dia Internacional da Mulher é um momento para reconhecer a força de um segmento da sociedade que ainda enfrenta muitas discriminações pautadas no recorte de gênero – ou seja, ainda precisam lutar por vários direitos que, exclusivamente por serem mulheres, não possuem.

“É muito bonito homenagearmos as mulheres no dia 8 de março. Mas precisamos ir além disso e lembrar que ainda há muito para ser feito. As trabalhadoras só podem seguir avançando em seus direitos se todos nos comprometermos a lutar para que as coisas mudem”, explica o presidente do STIP, Gilmar Servidoni.

O que ainda precisa mudar?

Nas últimas décadas, muitos avanços aconteceram graças à organização e mobilização das mulheres. Do início do século passado para cá, conquistaram o direito ao voto, à frequentar a escola, ao trabalho e ao divórcio.

No entanto, ainda há muitas dificuldades que precisam ser superadas – parte delas no mercado de trabalho.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres ainda ganham, em média, 24% a menos que homens que ocupam a mesma função e têm grau de escolaridade semelhante ao delas.

A taxa de desemprego também é mais alta entre as trabalhadoras – 13% contra 10% dos trabalhadores do sexo masculino.

Isso acontece, em parte, por conta de uma resistência dos empregadores em compreender a questão da maternidade. Muitas empresas preferem contratar homens porque partem do princípio de que mulheres engravidam e precisam de licença-maternidade ou tiram mais folgas para cuidar de filhos doentes.

O STIP se preocupa com os direitos das trabalhadoras e encara a igualdade entre os sexos como uma de suas prioridades. Nesta semana da mulher, o sindicato também convida todos os homens da categoria a refletirem sobre seu papel social, e o que podem fazer para ajudar a tornar a sociedade mais justa e igualitária. A mudança pela qual a classe trabalhadora luta, começa dentro de casa e no trato com o próximo no ambiente de trabalho.

Fonte: STIP