Foi demitido durante o contrato de experiência? Conheça seus direitos

Pense na seguinte situação: um trabalhador foi contratado por uma empresa com um contrato de experiência de 45 dias e, depois de cumprir 15 dias, o empregador decide demiti-lo.

Nesse caso, quais direitos são garantidos?

Por ser temporário, o contrato de experiência gera muitas dúvidas entre os trabalhadores. O problema é que muitas empresas se aproveitam disso para desrespeitar as leis trabalhistas.

Primeiramente, é preciso saber que esse tipo de contrato deve durar no máximo 90 dias e só pode ser prorrogado uma única vez. Em geral, é possível, por exemplo, firmar um contrato de 30 dias e outro de 60; ou dois de 45 dias. Mas os dois juntos nunca podem ultrapassar os 90 dias. Também não existe uma determinação de prazo mínimo para o contrato de experiência.

 Entretanto, as Convenções Coletivas de Trabalho (CCT) de cada categoria também podem ter algumas especificações. Nas CCT’s de Panificação e das Massas, pode-se prorrogar o contrato de experiência somente por igual período. Exemplo: 30 + 30 ou 45 + 45. Não é permitido, portanto, 60 + 30 dias.

Já de acordo com as CCT’s de Trigo e Milho, pode-se apenas prorrogar por igual período com o limite de 60 dias. Exemplo: 30 + 30, ou os 60 dias diretamente. Agora, 45 + 45 não é permitido, pois superaria os 60.

Depois do cumprimento do período acordado entre patrão e trabalhador – não havendo cláusula que autorize a prorrogação –, o contrato se converte automaticamente em vínculo por tempo indeterminado.

Direitos

Os direitos garantidos ao trabalhador que deixa o trabalho no período de experiência variam de acordo com o tipo de rescisão do contrato.

Se é o patrão quem decide pela demissão – sem justa causa –, o trabalhador tem direito a receber o 13º salário e férias proporcionais, multa de 40% sobre o valor do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e uma indenização.

O cálculo dessa indenização é simples: o valor deve ser a metade da remuneração devida até o fim do contrato.

Vamos voltar para o caso do início do texto. Se o trabalhador foi demitido após 15 dias de trabalho – portanto 30 dias antes do fim do contrato de experiência de 45 dias –, ele tem direito a receber pelos 15 dias trabalhados mais 15 dias de indenização.

Agora, se o trabalhador pede demissão, o patrão não precisa pagar indenização a ele. Aliás, pode ser que o trabalhador que tenha que indenizar a empresa. Isso acontece quando o patrão consegue provar que o fim do contrato de experiência causou prejuízos a ele.

Mesmo nessa situação, o trabalhador tem direito a receber 13º salário e férias proporcionais e o FGTS do período – sem direito a saque.

O presidente do STIP, Gilmar Servidoni, lembra que os trabalhadores precisam ficar atentos aos direitos relacionados a esse tipo de contrato.

“Como é um período com regras específicas, o trabalhador pode não ter clareza das obrigações do empregador. A assessoria jurídica do sindicato está à disposição daqueles que tiverem qualquer dúvida sobre a demissão durante o contrato de experiência”, afirma.

Fonte: STIP

Precisamos conversar sobre prevenção ao câncer de mama

Criado na década de 1990, o Outubro Rosa é uma iniciativa global de prevenção ao câncer de mama e do diálogo sobre a doença. Só em 2015 a doença causou a morte de 18 mil mulheres no Brasil. Diante disso o STIP aproveita a oportunidade para lembrar a todas as trabalhadoras que o problema é grave e merece atenção.

De acordo com dados de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS), pouco mais de 521 mil pessoas em todo o mundo perderam a vida devido a complicações de tumores mamários. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), por sua vez, estima que mais de 50 mil mulheres sejam diagnosticadas com esse tipo de câncer até o fim de 2018 no país.

Prevenindo o câncer de mama

A maneira mais certeira de prevenir o câncer de mama é ir ao médico uma vez ao ano e fazer um exame chamado mamografia. O procedimento consiste no uso de um aparelho específico para mapear a mama, buscando nódulos e outras possíveis alterações.

O teste é rápido, com duração de 15 a 30 minutos, e pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para filiadas do STIP, a mamografia pode ser agendada pelo serviço de atendimento médico oferecido pelo sindicato. Consultas nessa modalidade podem ser marcadas pelo número (41) 3020-8950.

De acordo com o presidente do sindicato, Gilmar Servidoni, as trabalhadoras da categoria podem contar com a entidade na luta contra o câncer de mama. “A saúde de todos que integram a categoria é uma preocupação constante para nós. Por isso, caso precisem de qualquer orientação sobre o agendamento de exames pelo benefício do sindicato, as filiadas devem entrar em contato o mais rápido possível”, afirma.

Autoexame

Uma forma popular, simples e gratuita de identificar mudanças nas mamas é o autoexame, prática de tocar e observar regularmente a região. O procedimento deve ser feito pelo menos uma vez por mês, buscando alterações como inchaços e caroços.

Contudo é importante ressaltar que o autoexame não substitui a mamografia, já que, na maior parte dos casos, tumores malignos só se tornam sensíveis ao toque quando já estão grandes.

Prevenir-se é um ato de amor. Aproveite o Outubro Rosa para consultar um ginecologista de sua confiança!

Fonte: STIP

Inscrições para a sede de praia do STIP nos feriados de novembro começam nessa semana!

 

Neste ano, o mês de novembro terá dois feriados prolongados — o primeiro no Dia de Finados, em 2 de novembro, e o segundo da Proclamação da República, no dia 15. A categoria pode aproveitar essas duas oportunidades para relaxar na sede de praia do STIP!

Se interessou? O período para registrar interesse nas unidades, para ambos os feriados, começa nesta terça-feira (25)! Para se inscrever, é preciso entrar em contato pelo telefone (41) 3020-8950.

Mas atenção: se você deseja se hospedar nas instalações litorâneas do sindicato em 2 de novembro, o prazo para realizar sua inscrição vai até o dia 22 de outubro.

Já quem planeja aproveitar o benefício em 15 de novembro tem um período um pouco maior para se inscrever. Nesse caso, a data limite é 5 de novembro.

As vagas para hospedagem nas unidades acontecem por sorteio, sempre realizado no dia seguinte ao término das inscrições. O resultado é divulgado logo em seguida.

A sede de praia do STIP fica no balneário de Shangri-lá, no município de Pontal do Paraná. O prédio dispõe de 25 apartamentos mobiliados, com estrutura completa para receber a categoria e seus familiares!

Os trabalhadores sorteados para o feriado de Finados terão direito a permanecer nas unidades no período de 1 a 5 de novembro. Já para o sorteio do feriado da Proclamação da República, o intervalo de utilização vai de 14 a 19 de novembro.

Lembrando que apenas trabalhadores filiados podem se inscrever no sorteio. Para saber como se sindicalizar, clique aqui!

Serviço                                                                                                                        

Sorteio para utilizar sede de praia do STIP no feriado de 2 de novembro

Inscrições: de 25/9/2018 a 22/10/2018

Sorteio e divulgação: 23/10/2018

Período de utilização: de 1/11/2018 a 5/11/2018

 

Sorteio para utilizar sede de praia do STIP no feriado de 15 de novembro

Inscrições: de 25/9/2018 a 5/11/2018

Sorteio e divulgação: 6/11/2018

Período de utilização: de 14/11/2018 a 19/11/2018

Quem deve pagar pelo uniforme?

 

Alguns empregadores obrigam o trabalhador a vestir, literalmente, a camisa da empresa – os chamados uniformes – seja por causa do campo de atuação, seja para simplesmente manter a identidade visual. A dúvida que paira muitas vezes é: quem deve arcar com as despesas dessa exigência?

Se a empresa impõe a utilização de uma roupa específica para o trabalho, ela obrigatoriamente deve fornecer esse vestuário ou assumir o custo de sua compra. O Precedente Normativo 115, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), é bem claro: “Determina-se o fornecimento gratuito de uniformes, desde que exigido seu uso pelo empregador”.

E também não tem essa de descontar o valor no salário. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) proíbe qualquer desconto que a empresa venha a fazer na remuneração do trabalhador em razão da concessão do uniforme. Está no segundo parágrafo de seu artigo 458, para quem quiser ler: “Não serão considerados como salário vestuários, equipamentos e outros acessórios fornecidos aos empregados e utilizados no local de trabalho, para prestação do serviço”.

É de responsabilidade da empresa, ainda, a distribuição de mais de um uniforme aos seus trabalhadores para que possam ter como reserva e inclusive a substituição de uniformes desgastados pelo tempo e pelo uso, disponibilizando periodicamente uniformes novos, sem qualquer custo ao empregado.

Tem mais. Mesmo que as peças do uniforme sejam comuns no vestuário do dia a dia, é vetado ao empregador transferir o custo ao trabalhador. Como exemplo podemos citar a empresa que ordena que o contratado trabalhe trajado de branco da cabeça aos pés. Nem todo mundo precisa ter no guarda-roupa peças na cor branca, certo?

Para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, é inadmissível que o trabalhador precise tirar dinheiro do próprio bolso para atender aos caprichos da empresa. “Muitas vezes a empresa exige até que o trabalhador compre uma determinada marca de sapato, o que é claramente ilegal”, afirma Gilmar.

Então não deixe irregularidades como essa continuarem acontecendo. O trabalhador não pode “pagar para trabalhar”. Qualquer despesa indevida não deve ser tolerada. Caso tenha alguma denúncia, procure imediatamente o nosso sindicato.

Fonte: STIP

Patrão que exige capacitação deve arcar com os custos

Conhecimento nunca é demais. Adquirir mais informações sobre uma determinada etapa da produção, se especializar, ou saber operar melhor um equipamento geralmente são habilidades que agregam valor à vida profissional do trabalhador e à própria empresa.

Acontece que muitas empresas se utilizam desse discurso para promover irregularidades: elas cobram capacitação profissional dos trabalhadores, mas não querem arcar com os custos dessa formação. Isso é proibido!

Se a empresa exige a capacitação, ela é totalmente responsável por todos os custos envolvidos. Isso se aplica a cursos, palestras, aquisição de equipamentos, ou qualquer outro gasto que seja fruto dessa exigência – inclusive transporte e alimentação.

O motivo é simples: a capacitação é considerada uma ferramenta de trabalho, ou seja, é de responsabilidade do empregador. Além disso, o resultado desse processo de qualificação vai se reverter em benefícios diretos para a empresa.

O trabalhador que se nega a realizar um curso de capacitação não pode ser demitido por justa causa, a não ser que a exigência de qualificação esteja registrada em acordos ou convenções coletivas.

Para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, os trabalhadores devem ficar atentos a essas regras e denunciar qualquer irregularidade ao sindicato.

“Com a velocidade das inovações tecnológicas, várias empresas exigem capacitações de seus trabalhadores com frequência. Os empregados precisam ficar atentos a essas irregularidades nas cobranças de custos que não cabem a eles”, alerta.

Formação universitária

Não é todo processo de qualificação profissional que segue essa regra. A questão é diferente quando se trata de um curso universitário, por exemplo.

Nos últimos anos, muitas empresas passaram a bancar ou compartilhar os custos da formação acadêmica de alguns trabalhadores, no interesse de ter pessoal qualificado.

Só que nesse caso, o empregador pode criar uma cláusula de permanência no contrato exigindo que o trabalhador, depois de formado, continue prestando serviço na empresa por um período mínimo.

Mas atenção: as cláusulas de permanência não valem nada quando são firmadas com base na chantagem e na imposição.

Não são raros os casos em que empresas oferecem cursos como forma de constranger os trabalhadores a permanecerem vinculados a ela.

“Se o trabalhador receber uma proposta dessa natureza, o ideal é entrar em contato com o sindicato para verificar se o empregador não está cometendo nenhum abuso”, reforça Servidoni.

Fonte: STIP

Empresas com mais de cem trabalhadores devem ter cotas para pessoas com deficiência

Por preconceito ou desinformação, muitos patrões hesitam na hora de contratar pessoas com deficiência. Uma pesquisa feita pela i.Social, consultoria especializada no tema, com apoio da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-Brasil), mostrou que 67% dos empregadores relutam em entrevistar e oferecer uma vaga a indivíduos que pertençam a esse grupo.

Para amenizar a situação, existem políticas públicas voltadas à inclusão de trabalhadores com deficiência. A principal delas é a Lei 8213/91, que obriga empresas com mais de cem contratados a reservarem postos de trabalho para quem tem necessidades especiais.

A quantidade de vagas que precisa ser reservada para essas pessoas varia conforme o tamanho da empresa, de acordo com a proporção a seguir:

Número de trabalhadores que atuam na empresa Porcentagem de vagas reservadas para Pessoas com Deficiência (PcD)
De 100 a 200 2%
De 201 a 500 3%
De 501 a 1000 4%
Acima de 1000 5%

A obrigatoriedade é válida para qualquer tipo de empreendimento privado, incluindo entidades sem fins lucrativos. Para preencher as cotas, as empresas podem abrir processos seletivos exclusivos para PcD. No entanto, não é permitido reservar um setor isolado para esses trabalhadores, nem contratar apenas pessoas com graus menos severos de deficiência. Essa prática pode ser considerada discriminatória e tentativa de fraude à legislação.

Patrões que forem flagrados ignorando ou fraudando a lei têm que pagar multa. O valor da penalidade varia de R$ 1.200,00 a R$ 120.000,00, considerando o porte da empresa e a gravidade da infração.

Para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, tão importante quanto o respeito às cotas é oferecer condições adequadas para os trabalhadores com deficiência, desde o momento da entrevista até o exercício efetivo das funções.

“Não adianta se propor a contratar apenas para cumprir com a legislação, sem oferecer estruturas mínimas de acessibilidade. A pessoa com deficiência tem o direito de trabalhar em um local devidamente adaptado, com as ferramentas necessárias para que ela cumpra suas atividades e gestores que sejam preparados para ajudá-la a desenvolver todo seu potencial”, defende.

Caso você conheça alguma empresa das indústrias de alimentação que esteja descumprindo a lei de cotas na região representada pelo STIP, não hesite em contatar o sindicato e denunciar. A diretoria irá avaliar o caso e tomará todas as medidas cabíveis para garantir esse direito!

Fonte: STIP

Tempo à disposição do empregador: saiba o que muda com a Reforma Trabalhista

Você possivelmente já ouviu o termo tempo à disposição do empregador por aí. O conceito está previsto no artigo 4º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Trata-se do princípio de que todo o período dedicado ao emprego deve ser contabilizado como jornada de trabalho.

Na antiga legislação trabalhista, havia o entendimento de que todos os momentos que o trabalhador está dentro da empresa, ou se dedicando exclusivamente a ela, se enquadravam no artigo 4º da CLT. Isso incluía momentos como a pausa para ir ao vestiário colocar o uniforme, caso não fosse obrigatório que a troca de roupas fosse feita exclusivamente no local; e intervalos para lanche e almoço, por exemplo.

Com a Reforma Trabalhista, a definição de tempo à disposição do empregador mudou totalmente.  Agora, somente o período em que o trabalhador está exercendo suas funções é considerado jornada laboral. Qualquer outra atividade pessoal realizada dentro da empresa não se encaixa mais nesse trecho da legislação — mesmo que seja algo diretamente relacionado ao trabalho, como uma pausa para colocar luvas, máscaras ou aventais.

Portanto, com as novas diretrizes, o ponto só deve ser batido no momento exato de início e término das atividades. Se o trabalhador ficar por vontade própria na empresa, realizando afazeres pessoais — como escovar os dentes, se maquiar, estudar ou exercer alguma prática religiosa — além do tempo estipulado para sua jornada de trabalho, esse acréscimo não será contabilizado como hora extra.

Para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, é importante que a categoria conheça as mudanças na CLT à fundo e saiba diferenciar quando um período adicional à disposição do patrão deve ser remunerado ou não.

“É fundamental destacar que as alterações no artigo 4º não mudam o direito à hora extra. Se o empregador exige que o trabalhador fique um tempo a mais na empresa, mesmo que apenas aguardando ordens, ou para reuniões e treinamentos, o caso se enquadra sim como jornada à disposição e deve ser pago. Todo tempo a mais solicitado pela empresa precisa ser remunerado”, explica.

É representado pelo STIP e não tem certeza se tem direito a receber horas extras? Entre em contato pelos telefones (41) 3020-8950 ou (41) 3569-6775. A diretoria está à disposição para esclarecer dúvidas e oferecer todas as orientações necessárias.

Fonte: STIP

A empresa em que trabalhei não depositou o FGTS. O que fazer?

O depósito mensal do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é um direito de todos os trabalhadores, assegurado pela Lei 8.036/1990. No entanto, a legislação nem sempre é o suficiente para que as empresas se intimidem e cumpram com suas obrigações.

De acordo com dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, no ano de 2016, quase 200 mil empresas não depositaram o FGTS dos trabalhadores. Portanto, a situação não é incomum no Brasil – o que não quer dizer que seja tolerável.

Não depositaram meu FGTS. Como proceder?

Caso o trabalhador ainda esteja vinculado à empresa inadimplente, a situação pode dar direito à chamada rescisão indireta. O procedimento consiste na suspensão do contrato de trabalho sem que nenhum direito trabalhista ou benefício seja perdido. Na prática, é como se os trabalhadores “demitissem” a empresa por justa causa. Esse tipo de distrato pode ser feito em negociação direta com o patrão ou por via judicial.

Independente de ainda estar vinculado à empresa ou de já ter saído dela, é possível entrar em contato por conta própria e solicitar que a situação seja regularizada. No entanto, para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, a categoria precisa ter atenção redobrada se optar por esse caminho. “Embora seja a saída que parece mais simples e amigável, é preciso ter em mente que o patrão já não agiu honestamente ao descumprir algo que estava previsto em lei. Se mesmo assim a empresa não regularizar as pendências, o trabalhador deve nos procurar para que possamos tomar providências”, explica.

Os atrasados também podem ser cobrados com a abertura de uma ação na Justiça do Trabalho. As regras preveem que o processo pode ser aberto até dois anos após o desligamento da empresa, cobrando no máximo cinco anos de FGTS retroativamente. Esse recurso pode ser utilizado pelo trabalhador para cobrar a dívida do fundo mesmo que a empresa já não exista mais.

Também é muito importante denunciar a irregularidade ao STIP. Afinal, é muito provável que outros companheiros da indústria alimentícia que atuem na mesma empresa também não tenham tido seus FGTS depositados corretamente – e talvez não tenham sequer se dado conta disso. É imprescindível que as medidas legais cabíveis sejam tomadas.

Para fazer a denúncia, basta comparecer ao sindicato com a carteira de trabalho, número do PIS e o extrato que comprova que o FGTS não foi pago.

Como monitorar seu FGTS

De acordo com a legislação, a empresa deve informar aos trabalhadores todos os meses sobre o depósito do FGTS. Na prática, nem sempre é o que acontece.

No entanto, é possível checar a regularidade da situação mesmo sem as informações do patrão. O saldo do Fundo de Garantia pode ser consultado diretamente pelo celular, por meio de um aplicativo da Caixa Econômica Federal chamado Aplicativo FGTS. As instruções de instalação e uso estão disponíveis no site do banco, e você pode visualizá-las clicando aqui.

Quem não é adepto da tecnologia pode ir diretamente à uma agência da Caixa ou a uma casa lotérica levando a carteira de trabalho e o número do PIS para solicitar a consulta. Também é possível entrar em contato com a Caixa Econômica Federal pelo telefone 0800 726 0101 e pedir que o extrato seja enviado por correio ou mensagem de texto (SMS).

É importante lembrar que o valor mensal do FGTS deve ser equivalente a 8% da remuneração paga ou devida, sempre referente ao mês anterior ao depósito. O patrão deve fazer a operação até, no máximo, todo dia 7.

É representado pelo STIP, consultou o saldo e descobriu que sua empresa não está depositando o FGTS? Entre em contato com o sindicato pelos telefones (41) 3020-8950 ou (41) 3569-6775, de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h ou das 13h às 17h20. A entidade está à disposição para orientar os trabalhadores e ajudá-los a resolver qualquer tipo de situação trabalhista.

Fonte: STIP

A Reforma Trabalhista e falsa igualdade entre trabalhadores e patrões

No mercado de trabalho, os interesses dos patrões e dos empregados são muito diferentes. Os grandes empresários, o governo e a mídia podem até dizer que não, que todos precisam caminhar “de mãos dadas”, mas na prática não é assim. O trabalhador sabe que os empregadores não pensam duas vezes antes de retirar direitos para aumentar seus lucros.

A Reforma Trabalhista foi aprovada para aprofundar essa desigualdade. Quase um ano depois de ter entrado em vigor, o projeto está mostrando sua verdadeira cara. O desemprego não caiu, a economia não foi recuperada e os trabalhadores estão submetidos a empregos cada vez mais precários.

Nada disso foi por acaso. Não existe ingenuidade entre as elites, que sabiam dessas consequências desde o começo. Por isso fizeram questão de promover um verdadeiro desmonte dos sindicatos, os verdadeiros responsáveis por barrar os retrocessos contra os trabalhadores.

Já que os poderosos não deixam claro o projeto de país que estão implementando, cabe aos sindicatos informar os trabalhadores sobre os perigos do ataque das elites à luta sindical.

Retrocessos

Direitos trabalhistas têm a ver com a proteção do trabalhador. Eles foram conquistados séculos atrás para limitar a ganância dos patrões na exploração da mão de obra. Antes da Reforma Trabalhista, o empregado era considerado a parte mais vulnerável da relação trabalhista.

A Reforma Trabalhista alterou essa lógica com o argumento de que patrão e trabalhador podem negociar “de igual para igual”, sem prejuízo para nenhuma das partes. Como resultado dessa mentira, a nova Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) permite que as negociações coletivas valham mais que a lei quando retiram direitos trabalhistas.

Acontece que a própria realidade desmente a falácia de “igualdade” entre patrões e empregados. Diversas categorias estão sofrendo com a retirada de direitos, redução de benefícios e piores condições de trabalho.

Para amenizar a resistência a tantos retrocessos, as elites desmontaram o financiamento dos sindicatos. Com menos estrutura e mais responsabilidades, as entidades sindicais estão lutando para sobreviver em um cenário sufocante.

Resistência coletiva

Engana-se quem pensa que o desmonte dos sindicatos afeta somente as entidades. Trata-se de um ataque ao poder de mobilização e à proteção ao empregado. Como parte vulnerável da relação trabalhista, a classe trabalhadora precisa apostar na coletividade para resistir aos retrocessos, mas isso não é possível sem sindicatos fortes.

Para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, o fortalecimento das entidades sindicais é o primeiro passo para resistir ao fim dos direitos trabalhistas e da proteção ao trabalhador. “As elites sabem que o trabalhador sozinho não tem poder de negociação e, por isso, aprovaram a Reforma Trabalhista. A tarefa da classe trabalhadora nesse momento é mostrar que não vamos admitir os retrocessos e vamos fortalecer a luta coletiva por mais direitos e dignidade”, afirma.

Fonte: STIP

Feriado de 12 de outubro: inscrição para sorteio de vagas na sede de praia começa na próxima semana!

Trabalhadores filiados ao STIP que já estão se programando para o feriado de 12 de outubro podem ficar atentos! As inscrições para o sorteio de vagas da sede litorânea do sindicato começam no dia 3 de setembro e vão até 1º de outubro.

O sorteio que definirá quem poderá se hospedar nas unidades durante o feriadão será realizado dia 2 de outubro. O resultado será divulgado no mesmo dia. Para participar, é preciso entrar em contato dentro do período de inscrições pelo telefone (41) 3020-8950.

Os felizardos poderão aproveitar a estrutura da sede entre os dias 11 e 15 de outubro de 2018.

Estrutura

A sede de praia do STIP fica no Balneário de Shangri-lá, no município de Pontal do Paraná. O edifício está localizado a uma quadra da praia e dispõe de 25 apartamentos mobiliados, com beliches, cama de casal, frigobar e cozinha totalmente equipada com eletrodomésticos.

Lembrando que apenas trabalhadores filiados podem se inscrever no sorteio. Para saber como se sindicalizar, clique aqui!

Serviço

Sede de praia do STIP no feriado de 12 de outubro

Inscrições: de 3/9/2018 a 1/10/2018

Sorteio e divulgação: 2/10/2018

Período de utilização: de 11/10/2018 a 15/10/2018

Fonte: STIP