Situações de risco no trabalho podem dar origem a vitiligo

Aos poucos, manchas brancas surgem na pele e começam a crescer. Não há dor ou coceira para dar pistas do que pode estar acontecendo. Ao procurar o médico, a pessoa descobre que está com vitiligo. Apesar de não ter cura, a doença não é contagiosa e não traz qualquer consequência além da mudança estética. Suas causas não são totalmente definidas, mas pesquisas recentes constataram que fatores emocionais podem desencadear o seu surgimento.

O vitiligo nada mais é do que a perda de células que produzem a melanina, proteína que dá cor à pele e aos pelos do corpo. Como as manchas têm intensidades e tamanhos diferentes, o tratamento varia em cada caso. Tanto o diagnóstico quanto o acompanhamento são feitos pelo dermatologista.

Alguns fatores podem estar ligados ao aparecimento da doença. O uso de produtos químicos e a exposição excessiva ao sol são alguns deles, assim como o estresse.

“A empresa tem o dever de fornecer equipamentos de proteção e proporcionar condições seguras para que os trabalhadores exerçam suas funções. Caso isso não esteja acontecendo, a categoria precisa avisar o sindicato o mais rápido possível. A entidade tomará as medidas cabíveis sem prejudicar e nem informar os nomes de quem denunciou”, afirma o presidente do STIP, Gilmar Servidoni.

Entenda a doença

Existem dois tipos de vitiligo: o localizado, que atinge pontos isolados, e o generalizado, que provoca a perda de toda a pigmentação da pele.

A maior dificuldade que as pessoas portadoras do vitiligo enfrentam é o preconceito, já que as manchas são vistas com estranheza pelos outros.

Assim como várias outras doenças, o diagnóstico precoce é a melhor forma de controlar o vitiligo e alcançar o máximo de eficácia no tratamento.

É possível recuperar parte da pigmentação da pele por meio do transplante de melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina.

Recomenda-se que o portador do vitiligo inicie um acompanhamento psicológico para lidar com o preconceito. Por conta dele, as mudanças estéticas tendem a provocar o isolamento social e em alguns casos, até a depressão.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) estima que 0,5% da população mundial seja portadora do vitiligo. No Brasil, três milhões de pessoas convivem com a doença.

Fonte: STIP

Situações de risco no trabalho podem causar crises de asma

Falta de ar, tosse, chiado na respiração e muita indisposição. A rotina de quem tem asma, doença inflamatória crônica das vias respiratórias, é marcada por esses sintomas. Durante as crises, o portador fica praticamente impossibilitado de realizar as tarefas mais simples do cotidiano. Trabalhar e praticar exercícios físicos se transformam em grandes desafios. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20 milhões de brasileiros são afetados pela asma.

O pulmão do asmático é diferente de um pulmão saudável, já que os brônquios ficam mais sensíveis e inflamados quando são expostos ao menor sinal de irritação. Enquanto uma simples poeira pode passar despercebida para o organismo de uma pessoa não asmática, as portadoras da doença podem enfrentar uma grave crise respiratória.

Asma ocupacional

As condições de trabalho estão diretamente ligadas à saúde respiratória, tanto das pessoas asmáticas como dos trabalhadores que não têm a enfermidade, mas que podem desenvolvê-la devido à inalação permanente de gases tóxicos, vapores industriais ou poeira. Nesse último caso, trata-se da asma ocupacional, uma das doenças profissionais mais comuns no Brasil.

Ela atinge trabalhadores das mais variadas categorias, mas as ocupações ligadas à indústria alimentícia têm destaque. Isso porque a inalação de vapores e gases em ambientes fechados afeta diretamente as vias respiratórias e os pulmões. Em casos mais graves, o mais aconselhado é a transferência do trabalhador para uma outra função dentro da empresa.

Engana-se quem pensa que trabalhadores alocados em ambientes menos insalubres, como escritórios, estão totalmente protegidos da asma ocupacional. A ausência de manutenção em aparelhos de ar-condicionado, por exemplo, aumenta consideravelmente a inalação de poeira e ácaros, o que pode desencadear o desenvolvimento da doença.

“A partir do momento em que algumas situações de risco podem ser gatilho para crises de asma, a empresa tem responsabilidade com a prevenção. Se o empregador estiver expondo os trabalhadores a ambientes insalubres, o STIP deve ser informado o mais rápido possível. Denúncias podem ser feitas anonimamente, com toda a proteção ao trabalhador”, explica o presidente do sindicato, Gilmar Servidoni.

Para garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores expostos a essas condições de trabalho, os empregadores precisam manter a higiene e a ventilação dos ambientes. Além disso, o estímulo ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e a orientação sobre como minimizar os efeitos da doença são fundamentais.

Fonte: STIP

Confira o expediente do STIP nesse final de ano

Depois de um 2019 de muitas lutas em diversas frentes, um descanso nesse fim de ano será mais que merecido!

Por isso, o expediente do STIP vai até 20 de dezembro (sexta-feira). Depois, o sindicato entrará em férias coletivas.

Retornaremos nossas atividades em 20 de janeiro (segunda-feira), no horário de sempre.

Expediente final de ano | Férias coletivas

Último dia de atividades: 20 de dezembro (sexta-feira)

Retorno das atividades: 20 de janeiro (segunda-feira)

 

Fonte:Stip

Concurso de redação do STIP estimula busca por conhecimento sobre a luta dos trabalhadores

Leitura e busca por conhecimento nunca são demais. Quando se trata da luta dos trabalhadores, então, esses hábitos têm ainda mais importância.

Isso porque, para entender qual é a melhor maneira de lutar por nossos direitos, é fundamental conhecer a história dos sindicatos e saber quais decisões influenciam o dia a dia de todos os trabalhadores.

Para estimular a categoria a conhecer mais sobre a sua própria história e realidade, o STIP realizou um concurso de redação com os trabalhadores.

Os participantes tinham que escrever um texto de, no mínimo, 10 linhas sobre um dos temas abaixo:

  • Por que querem acabar com os sindicatos, que foram criados a partir da luta dos trabalhadores?
  • O que é uma Convenção Coletiva de Trabalho?
  • Por que é importante o trabalhador contribuir para o financiamento das ações do sindicato?

A diretoria do STIP recebeu as redações com muito carinho e analisou cada texto para chegar, finalmente, a uma lista com 15 trabalhadores premiados – cinco receberam R$ 300 cada, outros cinco receberam R$ 500 cada e os cinco primeiros colocados ganharam um prêmio de R$ 800. O resultado foi divulgado no dia 31/10.

Confira, abaixo, os nomes completos dos vencedores do concurso:

Sirlei de Carvalho Valente

Roberto Gelinski Junior

Nilcéia Soares dos Santos

Ester Batista

Rosiane Kazisk de Oliveira

Valdirene Blanger

Adones Henrique de Avelar

Lisânia de Paula Santos Xavier

Solange Castorina dos Santos

Luci Teresinha Rodrigues

Tatiane Viana de Souza

Irani Diel da Silva

Antônio Lucas Slabei

Eduardo Wernek

Geovane Ap. de Oliveira

Com essa atividade especial, o objetivo do STIP foi estimular a categoria a se interessar e compreender melhor a luta dos trabalhadores por mais dignidade.

Nenhum direito caiu do céu: eles são resultado de muita mobilização. E é por esse caminho que seguiremos para resistir a qualquer retrocesso.

A diretoria do STIP agradece a participação de todos!

 

CONFIRA AS REDAÇÕES PREMIADAS

ESTER BATISTA – SAINT GERMAIN

A história dos sindicatos começou na Revolução Industrial, há mais de 200 anos, no século XVIII na Europa. Surgiu da necessidade de os trabalhadores serem reconhecidos e valorizados. O sindicato é como uma associação que reúne pessoas de um mesmo segmento econômico trabalhista. Com o passar dos anos houve a necessidade de firmar uma Convenção Coletiva de Trabalho, cuja prinipal característica é estabelecer acordos importantes realizados entre o sindicato das empresas e o sindicato da categoria dos seus trabalhadores. Neste acordo, que ocorre geralmente a cada ano, são discutidas uma série de questões que envolvem o dia a dia  do trabalhador, como reajuste de salário, benefícios, etc.

A importância da contribuição com o sindicato está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT, já que o objetivo do sindicato é amparar o trabalhador nos seus direitos como saúde, colocação no mercado, educação, lazer, serviços jurídicos entre outros. Nos vinte anos que tenho de Saint Germain pude ver o quanto o STIP tem nos representado muito bem em todos os momentos.

ROSIANE KAZISK DE OLIVEIRA – SAINT GERMAIN

Qual a importância de você, como trabalhador contribuir?

Para que o sindicato represente cada trabalhador é preciso que ele tenha força para implementar a defesa dos direitos e interesses de sua categoria, e é somente com o apoio de cada um de nós, trabalhadores, que se é possível alcançar os objetivos.

Por isso, nossa contribuição dá ao sindicato fortalecimento do trabalho diário, fazendo com que ele lute pelos nossos direitos perante os empregadores, e assim, conquistando também serviços como convênios e lazer.

VALDIRENE BLANGER – SAINT GERMAIN

O Brasil foi uma colônia de Portugal que desenvolveu uma mão de obra predominantemente escrava, pois na era em questão a preocupação era o lucro da coroa portuguesa, ou dos senhores de engenho posteriormente. Devido ao fato de ser assalariada e pelas grandes jornadas de horas trabalhadas, sendo mais de 20 horas por dia, considerou-se uma jornada desumana.

Hoje, entretanto, existem leis trabalhistas e sindicatos que garantem os direitos que precisam ser respeitados pela empresa. Porém, o atual governo do nosso país, junto ao Ministério da Economia, desejam acabar com os sindicatos. Para isso, apresentaram três medidas: a primeira foi a medida provisória, que dificulta o financiamento da atividade sindical, a segunda é a inanição material e financeira do sindicato, o que vai limitar a capacidade de luta e resistência do sindicato, e a última é a elaboração de uma PEC, com o intuito de acabar com a unicidade sindical.

Portanto, a atividade do governo em limitar os recursos dos sindicatos prova de forma direta que a atual gestão não leva em consideração as lutas sindicais que, além dos benefícios conquistados aos funcionários, atingiram o campo legislativo com leis que contribuem para uma melhor qualidade trabalhista. Logo, querer acabar com os sindicatos é um ato que vai contra os trabalhadores brasileiros.

LUCI TERESINHA RODRIGUES – PANIFICADORA GIRASSOL

Não tem lógica em acabar com os sindicatos no Brasil, afinal de contas já foi algo tão difícil de conquistar.

São os sindicatos nossos representantes legítimos em conjunto com todos os trabalhadores que conseguem reajustes de salário e todos os demais benefícios.

Infelizmente nem todos os trabalhadores tem o conhecimento de que todos os reajustes e toda a ampliação de direito são conquistas dos sindicatos para nós, que se organizam e movimentam os trabalhadores, formulando propostas e realizando acordos sempre em benefício dos trabalhadores.

Sem o sindicato ficaríamos à mercê das decisões dos patrões e não teríamos nenhuma força nos representando.

TATIANE VIANA DE SOUZA – PANIFICADORA GIRASSOL

O sindicato tem grande importância na vida dos trabalhadores, porque ele luta pelo direito e garantia de todos os trabalhadores da categoria. É no sindicato que tiro minhas dúvidas sobre o trabalho e, para mim, o sindicato é muito importante e sempre converso com meus colegas sobre este assunto.

O sindicato é a entidade que luta para tornar menos desigual essa sociedade tão injusta, que ainda não se alertou que sem sindicato acaba a representatividade dos trabalhadores e consequentemente se moderniza a escravidão no Brasil.

IRANI DIEL DA SILVA – PANIFICADORA GIRASSOL

Quem vê o STIP assim tão grande não imagina quantos trabalhos tivemos que vencer até aqui.

A cada direito conquistado em favor dos trabalhadores foi uma vitória em favor da sociedade. Que esta diretoria atual continue cada vez mais forte na representação da nossa categoria. É hora de nos unirmos para não perder estes direitos adquiridos ao longo dos anos.

Vamos em frente em nossas conquistas.

ANTONIO LUCAS SLABEI – PÃO NINO

A força do sindicato é a voz do trabalhador. No Brasil, o surgimento dos sindicatos se deu com reconhecimento na era Vargas, e teve como objetivo defender os interesses econômicos, profissionais e sociais dos trabalhadores, que antes eram explorados.

Porém, atualmente, a força dos sindicatos vem se dissolvendo com o fim da contribuição sindical, pois muitos trabalhadores, por falta de informações e engajamento com os sindicatos, deixaram de contribuir com suas categorias, o que é um erro, visto que toda a estrutura construída para buscar e oferecer melhorias aos trabalhadores só foi possível com a criação e o fortalecimento dos sindicatos.

Portanto, não é uma lei que deve dizer aos trabalhadores se eles devem ou não ser associados, mas sim o espírito coletivo para buscar e garantir melhores condições de trabalho. E isso só será possível com a manutenção, fortalecimento e crescimento dos sindicatos, afinal eles lutam pelos direitos dos trabalhadores, sem sindicatos quem lutaria para dar voz à classe trabalhadora?

EDUARDO WERNEK – PÃO NINO

Muitos não sabem a que se deve à contribuição assistencial. Ocorre que hoje acontece muitos conflitos entre empregados e empregadores e, é aí que entra os sindicatos, para tentar, da melhor forma possível, obter um acordo favorável para ambas as partes, no qual  o trabalhador terá todos os seus direitos cumpridos sem prejudicar e sem ser prejudicado.

Outro fato é que tudo isso gera custos, o sindicato não ganha de ninguém além do trabalhador, então as despesas com documentações, advogados, benefícios, entre outros, são os trabalhadores que mantém, por este motivo torna-se essencial a minha e a sua contribuição.

Também podemos contar com muitos outros benefícios como espaço para lazer, convênios médicos, odontologia e muito mais com o melhor custo benefício. Mas o principal de tudo isso é a tranquilidade em saber que estarão constantemente lutando por nossos direito para que possamos trabalhar de forma segura e justa sem sermos explorados.

GEOVANE APARECIDO DE OLIVEIRA – PÃO NINO

O sindicato é de suma importância para os trabalhadores, pois é a voz do trabalhador. Muitas vezes direitos conquistados são lesados e desaparecem num piscar de olhos. Um funcionário sozinho não tem força suficiente para lutar pelos seus direitos, pois não tem o mesmo poder que os patrões. Então entra o sindicato para organizar, defender e lutar pelo bem de todos os funcionários, afinal a união faz a força.

ADONES H. AVELAR – SAINT GERMAIN

No estado em que se encontra nosso país, com tantas mudanças que afetam diretamente o trabalhador, como foi o caso da Reforma Trabalhista, enfraquecendo o movimento sindical para facilitar o jogo dos patrões, o sindicato tem um papel fundamental, pois é ele que nos defende de más empresas e patrões abusivos, ele que nos garante todos os nossos direitos e todos os nossos benefícios além da lei.

Precisamos contribuir para que cada dia o sindicato possa crescer, e com isso trazer cada vez mais conquistas para os trabalhadores, assim como já disponibiliza muitos serviços que a maioria não teria acesso.

O sindicato não tem nenhum tipo de ajuda de qualquer fonte, por isso é muito importante a nossa contribuição, afinal quem faz o sindicato somos nós, os trabalhadores. Os sindicatos são como escudos para os trabalhadores! Não deixe que o governo acabe com algo que foi criado com muita luta em nossa defesa, algo que só nos beneficia e nos representa, pois sem sindicato os direitos serão extintos e a classe trabalhadora também.

LISÂNIA XAVIER – SAINT GERMAIN

Após a Reforma Trabalhista ser sancionada, em 2017, pelo presidente Michel Temer, muitas opiniões ficaram divididas. Para alguns, ela foi elaborada sem o diálogo social necessário. No entanto, para outros, a reforma seria importante pois as leis trabalhistas atuais são consideradas ultrapassadas para o momento vivido. Diante disso, veio à tona a questão da importância  dos sindicatos e das convenções coletivas de trabalho.

Em primeira instância, cabe ressaltar que a sociedade foi se configurando de diferentes métodos de trabalho conforme a sua realidade e, ao mesmo tempo, buscando reformas trabalhistas de modo a aprimorá-las para seu bem estar, amenizando os aspectos exploratórios e arcaicos entre empresários e empregados.

Parte da sociedade tem defendido a reforma trabalhista como forma de modernizar a área, trazer empregos e impulsionar a economia. Já para outra parte, as alterações na Consolidação das Leis do Trabalho vão remover direitos conquistados há décadas pelos trabalhadores, precarizando as relações de trabalho. Em meio a esse debate acirrado, existem argumentos favoráveis e contrários às mudanças que têm sido repetidos com frequência.

As relações de trabalho são essenciais para garantir o direito dos funcionários e resguardar a empresa quanto às determinações legais. Além disso, também indica quais as  suas obrigações com os seus colaboradores. Nesse aspecto, a Convenção Coletiva de Trabalho é um instrumento importante nas negociações entre empregados e empregadores.

Assim, a Convenção Coletiva de Trabalho pode ser entendida como um acordo firmado entre dois ou mais sindicatos, sendo eles representativos de classe e patronais com o objetivo de determinar as condições de trabalho, garantir o cumprimento de direitos legais e promover ações de reconhecimento pelos serviços prestados.

Dessa forma, vê-se a importância dos sindicatos na vida do trabalhador, pois é nele que seus direitos são assegurados e as garantias são negociadas. Direitos que são conquistados para toda uma categoria, não se tratando de algo individual ou atingindo a apenas uma parcela do universo do trabalhador.

SOLANGE C. DOS SANTOS – SAINT GERMAIN

O surgimento dos sindicatos no Brasil foi dado através de muita luta e sacrifício, já que o país vem de uma cultura escravista.

Na atualidade, os poderosos tentam de várias formas enfraquecer os sindicatos, pois para eles, essa força não é interessante já que querem retroceder tudo o que foi conquistado através das forças sindicais. É de suma importância para todos nós, trabalhadores, a existência dos sindicatos, pois além de serem nossa armadura, são eles que representam a classe, lutando por mais dignidade para todos os trabalhadores da categoria.

Existe todo um engajamento por parte destas forças para garantir tudo isso, ou pensam que todos estes direitos estão aí por vontade ou bondade dos empregadores? Por que então acabar com algo que é a força dos trabalhadores?

SIRLEI DE CARVALHO VALENTE – PANIFICADORA TRIGO DOURADO

O sindicato representa a máxima da expressão popular “a união faz a força”, visto que o trabalhador possui sua força de trabalho alienada, não tendo, muitas vezes, condições técnicas de quantificar o valor real de seu trabalho. Infelizmente a Reforma Trabalhista veio com a tentativa de enfraquecer a força trabalhadora. Antes de os sindicatos existirem, o trabalhador era mal remunerado e possuía pouquíssimos direitos.

Dessa forma, percebe-se a importância sindical, estando assim o sindicato ao lado do elo mais fraco da relação de trabalho. O sindicato, representado por pessoas que sabem das dificuldades da categoria, negocia diretamente com o patronal para melhorar as condições de trabalho e salário.

Assim, o valor arrecadado pelo sindicato é justo, pois o benefício é revertido em prol da categoria, inclusive possibilitando um trabalho mais efetivo, pois o sindicato com recursos pode lutar mais e ter mais voz. A contribuição está aí para manutenção e fortalecimento dos nossos direitos trabalhistas e a extinção ou oposição a esta contribuição revela o enfraquecimento e a perda destes direitos.

ROBERTO GELINSKI JUNIOR – PANIFICADORA TRIGO DOURADO

O sindicato dos trabalhadores foi criado, inicialmente na Europa, com a decorrência da Revolução Industrial. Um trabalho que foi ganhando força e importância com o passar dos anos está agora com o risco de ter suas atividades paradas, devido, principalmente, a falta de informação dos trabalhadores, pois muitos não buscam saber sobre o real significado do sindicato e o que o representante da classe enfrenta no dia a dia para conseguir que todos os direitos dos trabalhadores sejam mantidos e que novos sejam conquistados.

Seria interessante se todos os trabalhadores pudessem participar de forma mais ativa da assembleias, reuniões, negociações, etc, pois assim iriam conhecer como realmente funciona o sindicato. Vale notar que estas pessoas que nos representam lutam por uma classe inteira, não sendo nunca uma luta individual. O sindicato garante a união e a segurança de todos, não podemos permitir que um trabalho que levou tanto tempo e sacrifício para chegar onde chegou seja agora desperdiçado, devemos nos manter unidos.

NILCÉIA SOARES DOS SANTOS – PANIFICADORA TRIGO DOURADO

O sindicato é um representante legal que luta pelos nossos direitos de trabalhadores assalariados, que se preocupa com nossas condições de trabalho como, por exemplo, registro, carga horária, ambiente e segurança. É a ele que podemos recorrer sobre dúvidas de direitos trabalhistas e fazer com que se cumpra a lei.

Ele ainda nos beneficia com negociações para o aumento de salário, orientação jurídica familiar, convênios médicos, odontológicos e descontos para o nosso lazer e de nossos familiares, preocupando-se assim também com o nosso bem estar.

Nós mantemos o sindicato através da contribuição mensal. Temos que ser uma classe unida que continue contribuindo e cada vez mais participativa, para que o que já foi conquistado não se perca e continue tendo força e voz para assegurar os nossos direitos e desenvolvimento da sociedade.

 

Fonte: STIP

Você sabe a diferença entre férias coletivas e recesso?

Muito além de um período de lazer e descanso, as férias são fundamentais para o trabalhador preservar a saúde. Mas nem todos os empregados podem optar por entrar em férias no momento que querem. Isso porque algumas empresas concedem férias coletivas. Já outros empregadores oferecem recessos em determinados períodos do ano, e esses períodos têm regras específicas.

As férias coletivas são concedidas a todos os trabalhadores de uma empresa ao mesmo tempo e contam como parte das férias às quais os empregados têm direito. Nesse período, nenhum trabalhador poderá exercer sua função, nem mesmo em tempo parcial.

De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), as férias coletivas podem ser divididas em dois períodos anuais, desde que nenhum deles seja inferior a 10 dias corridos. Elas precisam ser pagas como férias normais, com um terço de férias e outros adicionais inclusos. Para conceder férias coletivas, os empregadores precisam comunicar os órgãos governamentais e o sindicato dos trabalhadores da categoria ou da empresa.

Já o recesso, geralmente concedido durante as festas de fim de ano ou em períodos de baixa atividade de um setor, não contam como férias. Por conta disso, o empregador não precisa pagar um terço de férias, mas, em contrapartida, deve manter a remuneração integral dos empregados. Em outras palavras, não é permitido realizar desconto de nenhuma natureza no salário do trabalhador.

A diferença em relação às férias coletivas é que o recesso não precisa ser concedido a todos os trabalhadores da empresa ao mesmo tempo. Além de não ter previsão de tempo mínimo ou máximo para a duração do recesso, ele não pode ser descontado do banco de horas do trabalhador, ou seja, contam como dias trabalhados.

Diferentemente das férias coletivas, o recesso não precisa de autorização prévia de nenhuma instância. Basta um acordo entre trabalhadores e empresa.

O presidente do STIP, Gilmar Servidoni, alerta os trabalhadores para as diferenças entre os dois períodos, que preveem regras distintas. “É fundamental que a categoria entenda cada uma dessas situações para não deixar nenhum direito de lado. O sindicato deve ser comunicado imediatamente se o patrão propor descontos ou negociações que a legislação não permite”, orienta.

Fonte: STIP

O décimo terceiro salário não foi pago. E agora?

O final do ano vai chegando e os trabalhadores se preparam para receber o 13º salário. Não são raros os casos em que a expectativa se transforma em frustração, pois muitas empresas simplesmente ignoram a obrigação de realizar o pagamento do salário extra aos empregados. Isso aconteceu com você? Então vamos orientá-lo sobre como proceder.

Antes de tudo, é preciso ressaltar que, diferentemente do que muitos pensam, o 13º salário não é um benefício ou uma “bondade” dos patrões. A conta é simples: existem meses do ano que têm cinco semanas e os trabalhadores não recebem por esse tempo a mais trabalhado. O 13º nada mais é do que a remuneração dessa jornada de trabalho “invisível”.

Por isso, quando o patrão deixa de repassar o valor do 13º salário, ele está deixando de pagar o empregado por um trabalho que foi realizado. Mesmo sendo justo, o direito é fruto de muitos anos de luta dos trabalhadores e só se tornou lei na década de 1960.

O que fazer?

As regras para o pagamento do 13º salário são claras. O patrão precisa pagá-lo em até duas parcelas. A data do primeiro depósito pode ser escolhida pelo empregador, enquanto a segunda parcela deve ser paga obrigatoriamente em dezembro.

Caso o seu patrão não tenha desrespeitado a legislação, o primeiro passo é entrar em contato com o sindicato. Ele é o grande responsável por proteger os seus direitos e conta com uma equipe jurídica preparada para resolver a situação. Os advogados irão orientá-lo sobre a melhor maneira possível.

O presidente do STIP, Gilmar Servidoni, alerta os trabalhadores sobre o perigo de aceitar acordos “por fora” propostos pelos patrões. “Muitas empresas pressionam os empregados a aceitarem um pagamento diferenciado do 13º, ou simplesmente não pagam. Orientamos os trabalhadores a não aceitarem essas propostas e entrarem em contato com o STIP imediatamente”, ressalta.

Fonte: STIP

Sete dúvidas frequentes sobre o 13º salário

O 13º salário é um direito de todos os trabalhadores contratados em regime CLT, e que pode gerar muitas dúvidas, principalmente após a Reforma Trabalhista.

Você sabe como funciona o pagamento do décimo terceiro?

  • Quem tem direito ao décimo terceiro?

Todos os trabalhadores que têm carteira assinada devem receber o valor. Aposentados e servidores públicos também têm direito!

  • Trabalhador em período de experiência também recebe?

A partir do 16º dia de experiência, o trabalhador tem direito a receber o 13º. O valor é proporcional ao tempo trabalhado.

  • Quando é feito o pagamento do 13º?

De acordo com a legislação, a gratificação deve ser paga em duas partes. A primeira parcela pode ser paga a qualquer momento entre o dia 1º de fevereiro e 30 de novembro. Já a segunda prestação deve ser paga até o dia 20 de dezembro.

Apesar do período longo para pagar os valores, os impostos que incidem sobre o 13º só podem ser descontados no contracheque do mês de dezembro.

  • Trabalhei menos de um ano. Posso receber o 13º?

Se você trabalhou por pelo menos 15 dias durante um mês, tem direito ao décimo terceiro.

Nesse caso, o pagamento é feito de forma proporcional ao período trabalhado.

  • E se eu for demitido?

O trabalhador que é demitido por justa causa perde o direito ao 13º. Fora isso, em qualquer outra hipótese, o pagamento da gratificação é mantido.

Assim como em outros casos, o valor pago é proporcional ao tempo trabalhado, e costuma ser quitado junto com o restante das “verbas rescisórias” — os valores que o funcionário recebe quando sai da empresa.

  • Estou afastado pelo INSS. Como fica o 13º?

Quem está afastado segue tendo direito ao 13º. Se o período sem trabalhar for maior do que 15 dias, quem paga a gratificação é a própria Previdência Social.

  • E se a empresa não me pagar?

O empregador não tem a possibilidade de negociar ou adiar o pagamento do 13º. O que está na lei precisa ser cumprido à risca.

“Caso a empresa atrase ou negue o pagamento do décimo terceiro por qualquer motivo, o trabalhador deve procurar o STIP imediatamente. Estaremos à disposição para analisar o caso, orientar e ajudar os integrantes da categoria a tomarem todas as providências para receberem o que é seu por direito”, explica o presidente do STIP, Gilmar Servidoni.

Fonte: STIP

Foi demitido por preconceito? Empresa pode ter que pagar indenização

A legislação trabalhista permite que o patrão demita o empregado sem nenhum motivo claro. Trata-se da demissão sem justa causa. Mas o desligamento motivado por qualquer tipo de preconceito, no entanto, não se enquadra nessa regra. A dispensa discriminatória é proibida por lei e o trabalhador que passa por essa situação pode receber indenização.

De acordo com a Lei 9.029/1995, a empresa não pode demitir o trabalhador por causa de seu gênero, orientação sexual, origem, religião, raça, cor, idade ou outras características. Em uma sociedade repleta de preconceitos, no entanto, não são raros os casos de pessoas que perdem o emprego por conta da discriminação.

Se o trabalhador conseguir comprovar o motivo da demissão, ele pode entrar na Justiça e receber uma indenização por danos morais. Nesses casos, o ideal é contar o acompanhamento de um advogado para que os processos e os cálculos sejam feitos da maneira mais adequada.

O presidente do STIP, Gilmar Servidoni, lembra que o sindicato está inteiramente disponível para apoiar os trabalhadores que passarem por isso. “Ninguém merece ser discriminado em nenhuma ocasião. As empresas que se apoiam no preconceito para julgar a capacidade os trabalhadores precisam responder por seus atos. O STIP está do lado de todas e todos que precisarem se defender contra esses abusos”, afirma.

Como provar a discriminação?

Provar que a dispensa foi discriminatória talvez seja a tarefa mais difícil para o trabalhador que passa por essa situação. Os episódios de preconceito podem ser muito nítidos, mas isso não basta: é necessário haver provas da discriminação.

Por isso, o primeiro passo – e o mais importante – é entrar em contato com a assessoria jurídica do STIP e relatar o caso. Os advogados do sindicato têm uma vasta experiência e são capacitados para ajudar os trabalhadores na coleta das provas.

De toda forma, alguns indícios podem ser identificados de antemão. Se a empresa já tiver demitido alguém em situação parecida, ou se o momento da demissão estiver relacionado com a descoberta de algum elemento que motive o preconceito – como a orientação sexual, por exemplo –, é bastante provável que se trate de uma dispensa discriminatória.

Fonte: STIP

As consequências psicológicas do desemprego e das condições de trabalho

Reconhecida como mal do século, a depressão vem afetando cada vez mais os brasileiros. Grande parte das abordagens sobre a doença, no entanto, se limita a aspectos individuais, ignorando os fatores sociais que geram sofrimento. O desamparo, a falta de perspectiva e a privação, por exemplo, são elementos fundamentais para compreender as grandes taxas de pessoas adoecidas.

Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) revelam que o número de consultas psiquiátricas cobertas pelos planos de saúde saltou de 2,9 milhões em 2012 para 4,5 milhões em 2017, um aumento de 1,6 milhão.

Para diversos especialistas da área da saúde, a crise econômica, o desemprego e o individualismo do mercado de trabalho têm contribuído para esse crescimento. Para eles, a falta de perspectivas de futuro e a ausência de retorno pelo trabalho estão afetando a saúde mental dos brasileiros.

Os problemas psicológicos, no entanto, atingem também as pessoas que têm emprego. Para enxugar gastos, as empresas estão contratando cada vez menos, cenário que gera mais pressão por produtividade e desempenho. Muitas vezes, as exigências são inalcançáveis e o trabalhador acaba adoecendo.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelam que 75 mil trabalhadores se afastaram por depressão em 2016. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que, até 2020, ela será a doença mais incapacitante do mundo.

Para o presidente do STIP, Gilmar Servidoni, a saúde mental deve ser uma preocupação para as empresas. “Os trabalhadores passam a maior parte do dia se dedicando ao emprego. Se o ambiente de trabalho for marcado pela pressão, pelo assédio e por metas inatingíveis, é certo que a pessoa vai adoecer. A categoria não pode pagar com a saúde pela ganância dos patrões”, afirma.

Fonte: STIP